Por Mariana Lins
Recentemente publicada no jornal O Estado do Paraná, uma matéria do jornalista Alex Gutemberg têm sido alvo de grande repercussão na mídia dos grandes portais de PE. A matéria foi divulgada há alguns meses, mas só agora ganhou “eco” e está sendo vista e comentada como escândalo jornalístico. Desconfiando do conteúdo arbitrário da matéria, por não acreditar que alguém pudesse ter escrito e noticiado tal desordem, fucei e encontrei também a reportagem reproduzida no site do Jornal do commercio de Pernambuco, além de várias notas e comentários nos demais sites e blogs de grande circulação do estado.
O artigo do jornalista está causando revolta e indignação pela abordagem arrogante e preconceituosa a respeito do Nordeste do país. Ele cita no texto que os nordestinos não têm noção de limpeza ou educação, que é uma civilização estranha, formada por miseráveis e também afirma que as cidades nordestinas são imundas e que o crime compensa. Considera o Nordeste um mundo diferente, longe da globalização. No final, demonstrando superioridade, encerra dizendo que “não sabe o que se passa na cabeça desse povo mal alimentado”.
A matéria têm tido tanta repercussão que o jornalista chegou a enviar uma nota resposta para Berto Filho, editor da publicação eletrônica do Jornal Besta Fubana, veiculado no site da Bagaço, onde o repórter procura explicar o verdadeiro sentido de suas palavras, como se precisasse traduzir em melhor português sua opinião.
Veja o artigo na íntegra:
Um Mundo que Parou no Tempo
Por Alex Gutemberg
O Nordeste brasileiro é um mundo à parte. O que os portugueses fizeram com o povo da região, durante 4 séculos, foi criminoso. Usaram as índias. Ou melhor, estupraram as índias aos milhões e depois as pobres negras escravas.
Obviamente não assumiram as proles, pelo contrário, deixaram as coitadas grávidas, os maridos traídos na marra e ainda acabaram com as virgens indígenas, que não tinham a menor idéia do que estava se passando. O custo social disso tudo foi gigantesco. Todo brasileiro sofre até hoje.
Essa violência criminosa destruiu várias sociedades de tribos nordestinas, humilhou ainda mais as negras e os negros e gerou uma civilização estranha, de miseráveis, com poucas oportunidades, que influencia uma nação e não consegue se desenvolver por causa dessa contínua falta de assistência.
Eles estão mais sujeitos a doenças, aos problemas sociais e a violência do que o povo do Sul do Brasil. Não resistem.
Essas contínuas gerações de mamelucos e cafuzos, resultado de uma miscigenação desenfreada – e aqui um parêntese, não existe preconceito nesta afirmação, pois os brancos não podem nem viver perto de índios para não contaminá-los com nossas doenças esquisitas, quanto mais ter relações consangüíneas, sofre diariamente. Passa fome continuamente.
Eles têm seus direitos sociais e civis cassados pelas minorias brancas, pelos políticos e até mesmo por seus conterrâneos. O trabalho escravo persiste por todos os cantos.
O que se ouve de Salvador a São Luís são avisos constantes aos turistas, ou a quem tem a pele branca: cuidado, não saia com a máquina fotográfica. Não saia com esse tênis, não leve dinheiro para a rua. Cuidado na praia, os ladrões estão em todos os cantos.
A liberdade não existe entre eles. Existe sim o medo crônico, uns dos outros, às vezes de pessoas maltrapilhas e famintas, que podem ser bandidos ou apenas mendigos.
O povo nordestino vive num mundo à parte. As cidades são imundas, o crime compensa e a exploração por meia dúzia de coronéis em cima do retirante, do miserável é uma constante infinita. Eles não têm noção de limpeza, de educação, de respeito entre eles mesmos. São muito hospitaleiros.
O povo de uma maneira geral, trata bem o sulista. Entretanto, acham que o futuro da humanidade está nos Bolsas-Esmolas do Lula, que, certamente será o novo Padim Padre Cícero da região. Um santo.
Nesse mundo diferente, longe da globalização, até os ricos e mais letrados acreditam no Lula, no governo petista. Pior, sabe lá o que se passa na cabeça desse povo mal alimentado, para adorar seus políticos, como Inocêncio de Oliveira, Antônio Carlos Magalhães, José Sarney e clã, entre outros.
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Voto de Repúdio da Assembleia Legislativa